🇩🇰 Parto Humanizado na Dinamarca: A Experiência de Patrícia Nodomi Como Mãe Brasileira no Exterior

Trazer um filho ao mundo já é, por si só, um processo profundo e transformador. Fazer isso longe do seu país de origem, em uma cultura diferente, com outra língua, outros protocolos e sistemas de saúde, é ainda mais marcante.

É sobre isso que nos fala Patrícia Nodomi, mãe de duas, que vive na Dinamarca e compartilhou nas redes sociais sua experiência detalhada de parto — cheia de acolhimento, decisões importantes e muito amor.

O início do trabalho de parto: entre planos e protocolos

Após a colocação do balão para indução, Patrícia passou por longas horas aguardando sala de parto, sentindo contrações e confiando no seu plano de parto previamente alinhado. Ela e seu companheiro foram recebidos por uma equipe empática que explicou com clareza os procedimentos, incluindo a aplicação da ocitocina e a possível rotação de enfermeiras durante o plantão.

Patrícia destaca o quanto se sentiu acolhida pelas enfermeiras — inclusive uma estudante — que a escutaram atentamente e validaram seu plano de parto. Ela comenta que muitos dos itens que havia escrito já faziam parte do protocolo humanizado dinamarquês, mas reforça a importância de sempre deixar tudo registrado.

Respeito às escolhas e autocuidado durante o processo

A cada momento, Patrícia buscou controlar a dor com técnicas de respiração, visualizações e estratégias que aprendeu durante cursos e práticas de Yoga. A equipe ofereceu opções como o uso de gás (óxido nitroso), que mesmo sem aliviar totalmente, foi mais uma ferramenta respeitada e testada por ela.

Mas a dor aumentava, especialmente na região inferior da barriga — próxima à cicatriz da cesárea anterior. Mesmo persistindo, chegou um momento em que foi preciso parar e reavaliar: após exame, veio a constatação de que havia pouco progresso na dilatação.

Tomada de decisão: entre sonho e segurança

A frase “ainda com 2–3 cm de dilatação” caiu como um peso sobre o desejo de um parto vaginal. Mas a decisão de ir para a cesárea foi acolhida e tomada com consciência. Patrícia escreve que foi a melhor decisão por ela e pela bebê. Em cerca de 30 minutos, já estava sendo preparada para o centro cirúrgico.

O centro cirúrgico e o nascimento

No centro cirúrgico, a equipe era numerosa e muito atenciosa. Médicos, anestesistas, enfermeiras e uma pediatra explicaram cada passo, pediram autorização para os procedimentos e deram total transparência ao processo. Mesmo com a emoção à flor da pele, Patrícia descreve o momento do nascimento com carinho:

“Logo ouvi um chorinho e aí veio a emoção… um alívio de ouvir ela chorar, de saber que ela estava bem e agora com a gente.”

Golden hour: quando não sai como o planejado

Embora estivesse no plano de parto, a golden hour (primeira hora de contato pele a pele com o bebê) não pôde acontecer imediatamente. Por precaução, a bebê foi examinada antes, o que trouxe frustração naquele momento — algo que muitas mães vivendo fora também sentem quando enfrentam diferenças entre o que planejaram e o que acontece na prática.

Mas logo depois, o contato chegou, e a conexão com a filha foi fortalecida.

Recuperação com acolhimento e apoio

Patrícia destaca também como foi importante ter o parceiro presente durante a recuperação — algo diferente do que vivenciou em sua experiência anterior no Brasil. Juntos, ficaram com a bebê numa salinha, onde ela pôde amamentar e fazer os primeiros exames.

Ela faz questão de agradecer à equipe de enfermagem, especialmente à enfermeira mais experiente, que tomou decisões rápidas, deu suporte emocional, dicas práticas e ficou ao seu lado em todos os momentos.

Reflexão final: coragem, conexão e gratidão

“Sou muito grata a elas.”

“Não podia deixar de agradecer ao Ricardo, meu marido… ele ficou firme por nós.”

O relato de Patrícia Nodomi é um retrato real do que é maternar fora do Brasil: um equilíbrio entre planos e realidade, entre sonho e cuidado, entre o que trazemos na bagagem emocional e o que aprendemos no caminho.

Conclusão: O que aprendemos com esse relato?

✔️ Partos humanizados são possíveis fora do Brasil — com acolhimento, escuta e respeito

✔️ Ter um plano de parto claro ajuda muito, mesmo em sistemas avançados

✔️ Nem tudo sai como o esperado, mas isso não diminui a potência do nascimento

✔️ O apoio da equipe médica e do parceiro faz toda a diferença

✔️ Maternidade fora do Brasil é também um exercício de vulnerabilidade e força

💬 Gostou desse relato? Você não está sozinha nessa jornada.

Se você está grávida e vivendo fora do Brasil, o livro Maternidade no Exterior: Tornando-se Mãe no Estrangeiro foi feito pra você.

🤰✨ Uma leitura acolhedora, prática e culturalmente consciente, escrita para apoiar mães como você — que estão descobrindo o maternar em outro idioma, outro sistema de saúde e, muitas vezes, longe da rede de apoio tradicional.

🌍 Para gestantes que vivem fora, mas querem se sentir em casa.

📖 Inclui dicas reais, reflexões emocionais e orientações práticas para cada etapa — do pré-natal ao pós-parto.

👉 Leitura essencial para futuras mães vivendo fora do Brasil.

🛒 Disponível na maior livraria online da Dinamarca (Saxo), na Amazon (via Amazon.de) e em outras plataformas internacionais.

Comprar Na Saxo
Comprar Amazon.de

Explorar Outros Temas


Anterior
Anterior

🇯🇵 6 comidas “japonesas” que vieram de outros países — e o que isso ensina sobre criar filhos entre culturas

Próximo
Próximo

🇩🇰 A Dinamarca Está Reduzindo o Uso de Tecnologia nas Escolas: O Que Isso Significa Para Famílias Com Filhos no Exterior?