🎀 Furar a Orelha de Recém-Nascido: Tradição Brasileira ou Prática Mundial?

Esse texto nasceu depois de ver um reel da pediatra Camila D’Macedo, que fez uma pergunta simples e, ao mesmo tempo, enorme: por que a gente faz isso?

No Brasil, furar a orelha de recém-nascidos é tão comum que a gente nem pensa muito.

É visto como fofo, automático — quase parte do nascimento.

Mas basta morar fora por um tempo pra perceber algo meio desconcertante: isso não é normal em todo lugar.

🌍 O que é comum aqui pode ser estranho lá fora

Em muitos países, o procedimento:

  • não é feito na maternidade

  • não faz parte da rotina médica

  • é visto como algo que pode esperar

  • ou simplesmente não faz parte da cultura

Isso não invalida o jeito brasileiro.

Só mostra como o que a gente chama de “normal” é, muitas vezes, só cultural.

Aquilo que parece óbvio num país pode causar estranhamento em outro.

E, quando se trata do corpo de um bebê, esse estranhamento costuma pesar mais — especialmente pra quem é mãe e vive fora.

Imagem de uma bebe tendo a orelha furada

🧭 Cultura ajuda a entender, não a obrigar

Um dos pontos mais importantes que a Camila trouxe é que:

Cultura ajuda a entender por que fazemos o que fazemos — mas não transforma isso em obrigação.

Muitas mães furaram a orelha das filhas ainda bebês.

Isso não é um arrependimento. É contexto.

Com o tempo, o que muda não é o passado.

É o nível de consciência.

Hoje, a gente sabe que até os procedimentos mais simples podem ter riscos reais: infecção, alergias, problemas de cicatrização.

Quando algo é visto só como “fofo”, essas coisas ficam meio invisíveis.

✈️ Morar fora revela o que estava naturalizado

Pra quem vive a maternidade fora do Brasil, esse assunto aparece do nada.

Um dia, alguém pergunta.

Uma enfermeira comenta.

Uma mãe estranha.

E, de repente, você se pega explicando decisões que nunca precisaram ser explicadas antes.

Não é pessoal.

É choque cultural.

Morar fora costuma trazer esse tipo de desconforto —

em que a gente precisa separar:

  • tradição de necessidade

  • costume de escolha

  • expectativa social de decisão íntima

Nem sempre é fácil.

Mas muitas vezes é revelador.

❓ Não é sobre certo ou errado — é sobre consciência

Esse texto não quer dizer o que é certo ou errado.

Nem corrigir decisões do passado.

É só um lembrete: fazer perguntas não enfraquece ninguém.

Perguntar “por quê?” não tira amor, não apaga identidade, não diminui cuidado.

Só devolve a decisão pro lugar onde ela sempre deveria estar: a consciência da família.

Porque maternar — no Brasil ou fora dele — também é isso: aprender, rever e, quando faz sentido, fazer diferente.

📚 Se essa reflexão conversa com você…

Vale conhecer o livro: Maternidade no Exterior: Tornando-se mãe no estrangeiro

Não é um guia prático nem um manual de instruções. É uma conversa aberta sobre o que muda — e o que não muda — quando a maternidade acontece longe do país de origem.

O livro fala do:

  • pré-natal

  • parto

  • pós-parto

…mas também da:

  • solidão

  • diferenças culturais

  • dúvidas

  • e das adaptações que fazem parte dessa jornada

É direto, sensível, e escrito por quem viveu isso na pele.

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